Archive for the Dia – a – dia Category

Um recado para o mar

Posted in Dia - a - dia on 18 de Janeiro de 2014 by Maria Beatriz

Das visitas que faço ao blog “uma flor na mão”…

Menino mais lindo do mundo esse Mar. Sou louca por ele. Menino feito de água, que pede mergulho, abraço, “se achegue”, saudade. Ser absurdamente louca por alguém ou alguma coisa envolve mais do que gostares e amares conhecidos, são delírios de profundidades não acessíveis à mente do agora, é um passeio inconsciente, um vai-e-vem que nunca se revela, mais que existe em partículas, que viram ondas, que se movem na velocidade do que só se alcança com a alma, e nela mergulho, pra chegar nos teus braços de mar.

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2010 de Salvador Rumoa ilha dos Frades

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Quanto tempo?!

Posted in Dia - a - dia on 11 de Dezembro de 2013 by Maria Beatriz

Saudade? Não sei ao certo o que me fez voltar exatamente agora…está tudo meio diferente (além de mim… e minha percepção de algumas coisas e situações).

Algumas coisas não mudaram. Tipo, ainda amo colorido… e reticencias :X

As muitas tarefas fizeram mágica… encurtaram o tempo.

Mas, aqui estou, e as vezes volto só pelo prazer de ver aquelas postagens mega coloridas de sempre.

Ouvir as musicas, recordar um pouco do que se passou por esses tempos de blog.

Espero voltar e ser um pouco mais fiel… Espero sempre! 

 

 

 

 

O bom conde conquista a confiança do passarinho!

Posted in Dia - a - dia on 19 de Maio de 2013 by Maria Beatriz

O conde e o passarinho (Rubem Braga)

“Acontece que o Conde Matarazzo estava passeando pelo parque. O Conde Matarazzo é um Conde muito velho, que tem muitas fábricas. Tem também muitas honras. Uma delas consiste em uma preciosa medalhinha de ouro que o Conde exibia à lapela, amarrada a uma fitinha. Era uma condecoração (sem trocadilho).
Ora, aconteceu também um passarinho. No parque havia um passarinho. E esses dois personagens – o Conde e o passarinho – foram os únicos da singular história narrada pelo Diário de São Paulo.
Devo confessar preliminarmente que, entre um Conde e um passarinho, prefiro um passarinho. Torço pelo passarinho. Não é por nada. Nem sei mesmo explicar essa preferência. Afinal de contas, um passarinho canta e voa. O Conde não sabe gorjear nem voar. O Conde gorjeia com apitos de usinas, barulheiras enormes, de fábricas espalhadas pelo Brasil, vozes dos operários, dos teares, das máquinas de aço e de carne que trabalham para o Conde. O Conde gorjeia com o dinheiro que entra e sai de seus cofres, o Conde é um industrial, e o Conde é Conde porque é industrial. O passarinho não é industrial, não é Conde, não tem fábricas. Tem um ninho, sabe cantar, sabe voar, é apenas um passarinho e isso é gentil, ser um passarinho.
Eu quisera ser um passarinho. Não, um passarinho, não. Uma ave maior, mais triste. Eu quisera ser um urubu.
Entretanto, eu não quisera ser Conde. A minha vida sempre foi orientada pelo fato de eu não pretender ser Conde. Não amo os Condes. Também não amo os industriais. Que eu amo? Pierina e pouco mais. Pierina e a vida, duas coisas que se confundem hoje, e amanhã mais se confundirão na morte[…] Ora, o Conde estava passeando e veio o passarinho. O Conde desejou ser que nem o seu patrício, o outro Francisco, o Francisco da Umbria, para conversar com o passarinho. Mas não era aquele, o São Francisco de Assis, era apenas o Conde Francisco Matarazzo. Porém, ficou encantado ao reparar que o passarinho voava para ele. O Conde ergueu as mãos, feito uma criança, feito um santo. Mas não eram mãos de criança nem de santo, eram mãos de Conde industrial. O passarinho desviou e se dirigiu firme para o peito do Conde. Ia bicar seu coração? Não, ele não era um bicho grande de bico forte, não era, por exemplo, um urubu, era apenas um passarinho. Bicou a fitinha, puxou, saiu voando com a fitinha e com a medalha.
O Conde ficou muito aborrecido, achou muita graça. Ora essa! Que passarinho mais esquisito!
Isso foi o que o Diário de São Paulo contou. O passarinho, a esta hora assim, está voando, com a medalhinha no bico. Em que peito a colocareis, irmão passarinho? Voai, voai, voai por entre as chaminés do Conde, varando as fábricas do Conde, sobre as máquinas de carne que trabalham para o Conde, voai, voai, voai, voai, passarinho, voai.”

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Acontece que o bom conde conquista a confiança do passarinho. Assim o passarinho não rouba sua medalha, mas pousa e te reconhece!
~~~~°~~~~
PS.: Uma das muitas inspirações na exposição Rubem Braga “O fazendeiro do ar”. para conhecer mais é só clicar no link abaixo:
http://www.centenariorubembraga.com.br/

ABRAÇAÇO

Posted in Dia - a - dia with tags , , , , on 22 de Março de 2013 by Maria Beatriz

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Pedacinho de um comentário a respeito do disco “Abraço”.
Disco esse que ouço agora, e passarei a ouvir sempre! 🙂

“[…] ‘Abraçaço’. Uso essa palavra às vezes para finalizar e-mails. Acho graça. É como ‘golaço’, ‘jogaço’, ‘filmaço’… Ouço as pessoas dizerem também ‘cansadaço’, ‘feiaço’, ‘tardaço’. […] ‘Abraçaço’ é o mais lindo porque há a repetição do cê-cedilha. Parece um eco, um reverb verbivocovisual. E sugere não só um abraço grande, mas um abraço espalhado, abrangente ou múltiplo.”

[Caetano Veloso ]

Para baixar ~~> http://www.4shared.com/get/qO293cE7/CaetanoVeloso-Abracaco12GGBaix.html;jsessionid=C9177EFEAB68204F50DA3794A6F5F076.dc322

Besourinho

Posted in Dia - a - dia with tags on 22 de Março de 2013 by Maria Beatriz
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Tentativa de reproduzir o besourinho!

Janela aberta para entrar um ventinho
Com ele entrou um besourinho
Que mesmo sem ‘face’, cutucou meu braço
Queria atenção? Um abraço?
É tão redondinho, mas eu, com nojinho,
dei foi um empurãozinho… rolou e deslizou.
Tchau besourinho!

_by Me xD

START!

Posted in Dia - a - dia on 4 de Março de 2013 by Maria Beatriz
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Pela primeira vez. usando uma agenda! =O

Então … amanhã uma nova etapa se inicia na minha vidinha!

Bem aqui ó~~> http://www.palacioanchieta.es.gov.br/

:3

Estará onde quiser estar!

Posted in Dia - a - dia on 28 de Fevereiro de 2013 by Maria Beatriz

Mais uma de felicidade 😀

~~~.~~~

thing_7073989_lFelicidade não é uma coisa só, está em tudo e em coisa nenhuma.
Não é plena nem absoluta, antes, é comum e muito esperta.
É dada à instantes e ao inusitado,  vai  na casa de qualquer um.
Frequentemente está nas coisas simples, embora adore ser procurada.
Felicidade não escolhe cidade, nem cor nem raça nem mesmo idade.
Felicidade é compartimentada. Felicidade é fragmento de milhares
de desejos de felicidade,
sendo tantos os desejos não é raro não enxergá-la.
Felicidade também é confusão, é miopia e contra-mão.
É acerto é erro e nunca foge à regra da paixão.

A felicidade é brincadeira de Deus,
esse Ser
que some aparece desaparece
surge ressurge emerge
tem nas rendas do destino  a surpresa
que se revela:

_ do lado de dentro, onde menos se espera.

Por B. Lins –> em http://umaestrelanamao.blogspot.com.br/