Dentro de um “poço eu”… eu posso!

Eu pulo, danço, grito, com o sorriso estampado. Mas não abro mão: é o meu jeito, minha distração em tempo de ser feliz, e de sentir a vida, ignorando todo tipo de frustração ou mágoa, tranqüila, esbanjando felicidade (que nada mais é que muita saúde e memória fraca)….prendendo-me por encanto, mesmo se no espanto, meu tempo pareça durar pouco. Não posso pará-lo, fato. Paro eu: registro-me, registram-me. Que por onde for, com ou sem quem for, que eu seja. Vivendo sem ter a vergonha de ser feliz. Livre para ser aquela que simplesmente sabe criar sua realidade. Acreditando num mundo do meu jeito, faço da minha vida avenida! Quem disse que não posso fazer tudo? Dentro de um “poço eu”: “eu posso!” Caras e bocas estrelam em mim meus sentimentos, e sentidos, meu despertar (desperto esnobando a tristeza e esbanjando firmeza), meu alívio imediato, faces de mim, fases minhas, que causam pequenos momentos (freqüentes) de distúrbio, seja do meu ponto de vista (ficções, fixações e frações). Ou dos que de fora me vêem (é assim: supernatural) desconfigurada e meio torta, mas inteira. E enquanto vou seguindo, eu começo a descobrir que as coisas nem sempre são o que parecem. Um tal Millôr (conheço há um tempo) já dizia: “É meu conforto, da minha vida só me tiram morto”. Eu saio, sem ensaio, em busca de um equilíbrio, muito, mas muito distante. Procuro não me importar com aquilo que tenta tirar meu prazer, para isso, afasto-me: tomo palavras de um tal Marcelo Moraes (apresentei-me há pouco): “Dentro de mim há um anjo reticente, com asas esplêndidas, coloridas. Um anjo mais belo que Morfeu. Dentro dele esperando que se invente a palavra SER entre as parecidas. Dentro deste anjo lindo, o que há, sou eu”. E jogo tudo pro alto. Quem foi que disse que é impossível ser feliz sozinho. Vivo tranqüilo. A felicidade é que me faz carinho. Me jogo. Digo que não sofri e nem chorei sem olhar nos teus olhos. Até disfarço. Refaço-me dentro deste corpo que bate um coração sentimentalmente tocado. Motivada por este coração, feito dona da estrada, recupero-me. Mais uma vez, ignoro o que faz mal, e pronta, reflito, medito, só. Penso: “O tudo é uma coisa só”… Em um intervalo, uma coisa só torna-se tudo. Assim serei “A”. A vantagem de ter péssima memória e esquecer o que faz mal é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez. Parece fácil, mas não é… Não me desfaço da minha avenida. Modelo caras e bocas mais uma vez… Um poço de detalhes não indelicados: sou!

 

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